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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Como funciona a polêmica sobre as usinas nucleares
O anúncio da retomada da construção da usina nuclear de Angra 3 reacendeu, no Brasil, a polêmica sobre energia nuclear e seus usos. A polêmica, no entanto, não parou e não é exclusividade brasileira. O mundo inteiro discute o assunto, principalmente, na Europa e Estados Unidos, onde estão concentradas a maior  parte das usinas.
O principal argumento dos contrários às usinas é que não existe uma forma segura de armazenar os rejeitos da produção energética. Isso porque depois de utilizado, o urânio ainda tem uma meia vida que pode ser de bilhões de anos. E, o material nuclear é, notadamente, bem perigoso para a vida humana como é possível ser verificado quando acontecem acidentes em depósitos de sucata como no caso do césio 137 em Goiânia.
 Os que defendem as usinas dizem que, até 2017, países desenvolvidos terão depósitos definitivos. Outro argumento forte contra as usinas também tem a ver com segurança e remonta o pesadelo do acidente de Chernobyl,após o vazamento durante uma parada de manutenção. Os especialistas não negam que haja perigo, mas os defensores dizem que os planos de emergência são cada vez mais eficientes e eliminam perigos da dimensão do Chernobyl.
 Mas o principal argumento dos arautos das usinas tem a ver com o alardeado aquecimento global. As usinas nucleares são praticamente limpas de qualquer emissão de gás poluente como o CO2 ou o metano. Além do mais, diz esse grupo, o mundo tem um enorme estoque de urânio que pode ser usado para esses fins. Eles dizem ainda que tal tecnologia é estratégica economicamente, já que ninguém sabe o futuro das outras matrizes energéticas, sejam os recursos hídricos das hidrelétricas ou combustíveis fósseis. Politicamente para muitos países é interessante conhecer a tecnologia nuclear, mas esse mesmo argumento assusta os inimigos da energia nuclear, já que essa tecnologia pode ser usada para produção de armas atômicas.

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