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sábado, 23 de novembro de 2013

Agora vamos entender o que aconteceu nas usinas de Fukushima para ocorrer as explosões

O acidente nuclear na usina de Fukushima, no Japão, e o consequente risco de um desastre ambiental e humano comparável apenas à explosão da usina de Chernobyl, em 1986, que foi causado pela combinação de dois fatores prosaicos: falta de luz e falta de água.
Um dos maiores acidentes nucleares da história pode ter sido causado pela falta de luz e água, mais do que pelo terremoto ou o tsunami?
O que causou o acidente foram duas coisas: pane de eletricidade e falta de água, duas coisas muito comuns. Mas é preciso ponderar que isso foi causado por dois eventos naturais de violência atroz: um terremoto de alta magnitude, incomparável em 150 anos, e um tsunami destruidor, que aliás entupiu os circuitos de resfriamento, que captam água do mar. A verdade é banal: uma falta de eletricidade e um sistema de urgência que não funcionou. Contudo o tsunami inviabilizou todo o sistema diesel de emergência destinado à refrigeração de 4 reatores da Central Fukushima-Daiichi e os levou ao status de grave acidente nuclear, com perda total dos 4 reatores envolvidos, devido ao derretimento dos seus núcleos e com liberação de radioatividade para o meio ambiente após explosões de hidrogênio.  É inadmissível, mesmo em um evento natural muito forte, que uma central perca sua alimentação.
As autoridades japonesas usaram helicópteros para jogar água nas piscinas, tentando controlar a temperatura do material radioativo, pois era necessário fazer para realimentar as piscinas. A partir do momento em que é difícil de se aproximar com caminhões de água, é uma boa iniciativa.
Houve erros na segurança de Fukushima?
Não querendo acusar os japoneses, mas é verdade que a proteção contra tsunamis não era suficiente nesta central. O muro construído para protegê-la à beira do mar não foi suficiente. Mesmo que o tsunami tenha sido muito forte, seria preciso prever algo mais forte. Além disso, é preciso dispor de sistemas que não entrem em pane jamais.

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